Ainda não se sabe qual será o impacto gerado pelo aumento do nível dos oceanos nas ondas, mas o cenário projetado pelos cientistas não é positivo.
Caldeirão de água salgada
Estudo de cientista brasileira radicada na Austrália aponta que, até o fim do século, aumento do nível dos oceanos deve ser maior que o previsto.
Por Redação Fluir
Entre as principais discussões ambientais em voga atualmente, a elevação do nível dos oceanos é uma das mais preocupantes para a sociedade em geral, sob vários aspectos. Para os surfistas, ela é ainda mais crucial por afetar diretamente o ambiente onde nosso esporte é praticado. Graças a uma cientista brasileira, o cenário sobre esse tema, antes nebuloso, agora foi esclarecido. Cátia Domingues, 36, paulista radicada na Austrália e membro da Csiro, organização nacional de pesquisas daquele país, concluiu recentemente um estudo, publicado na edição da semana passada da revista "Nature", que finalmente corrige um erro de cálculo da comunidade cientifica mundial sobre a chamada expansão térmica, termo que define o aumento do volume do mar gerado pelo aquecimento da água.
Domingues e seus colegas John Church e Susan Wijffels descobriram que os oceanos do planeta estão esquentando 50% mais do que se imaginava até então. A pesquisa deles apresenta, pela primeira vez, um cálculo preciso do quanto da elevação observada no nível global dos oceanos de 1961 a 2003 pode ser atribuído a expansão térmica e o quanto é causado pelo derretimento das geleiras decorrente do aquecimento global. No relatório do IPCC, painel do clima das Nações Unidas, publicado no ano passado, a soma dessas duas causas era menor do que a elevação média verificada no período. Portanto, os cientistas estavam subestimando a expansão térmica e, por conta disso, as previsões sobre o aumento do nível dos oceanos no fim deste século deve ser maior que o previsto.
De acordo com o estudo, a equação é a seguinte: o mar absorve 90% do excesso de calor gerado no planeta. Com isso, aumenta a temperatura da água, que conseqüentemente ganha mais volume - igual acontece quando se coloca uma chaleira com água no fogo (a água quente ocupa um volume maior). Soma-se a isso o derretimento do gelo acumulado sobre os continentes, provocado pelo aquecimento global e tem-se um aumento no nível dos oceanos. Os cenários do IPCC apontam uma subida entre 18 cm e 59 cm no fim do século, mas a nova estimativa apresentada pela cientista brasileira mostra que o resultado tende a ser o pior. Resta saber que impacto isso terá na qualidade das ondas, pois em todo o resto não é difícil perceber que será negativo.
Domingues e seus colegas John Church e Susan Wijffels descobriram que os oceanos do planeta estão esquentando 50% mais do que se imaginava até então. A pesquisa deles apresenta, pela primeira vez, um cálculo preciso do quanto da elevação observada no nível global dos oceanos de 1961 a 2003 pode ser atribuído a expansão térmica e o quanto é causado pelo derretimento das geleiras decorrente do aquecimento global. No relatório do IPCC, painel do clima das Nações Unidas, publicado no ano passado, a soma dessas duas causas era menor do que a elevação média verificada no período. Portanto, os cientistas estavam subestimando a expansão térmica e, por conta disso, as previsões sobre o aumento do nível dos oceanos no fim deste século deve ser maior que o previsto.
De acordo com o estudo, a equação é a seguinte: o mar absorve 90% do excesso de calor gerado no planeta. Com isso, aumenta a temperatura da água, que conseqüentemente ganha mais volume - igual acontece quando se coloca uma chaleira com água no fogo (a água quente ocupa um volume maior). Soma-se a isso o derretimento do gelo acumulado sobre os continentes, provocado pelo aquecimento global e tem-se um aumento no nível dos oceanos. Os cenários do IPCC apontam uma subida entre 18 cm e 59 cm no fim do século, mas a nova estimativa apresentada pela cientista brasileira mostra que o resultado tende a ser o pior. Resta saber que impacto isso terá na qualidade das ondas, pois em todo o resto não é difícil perceber que será negativo.



