Marrocos
Se você quer conhecer um país verdadeiramente único e exótico – e ainda pegar altas direitas com pouco crowd – o Marrocos é o lugar certo para sua próxima “trip”.
Por STEVEN ALLAIN
Situado no extremo noroeste da África, é um país de geografia abençoada quando o assunto é surf. Sua costa de natureza seca, rústica e isolada é repleta de baías e penínsulas que dão forma a alguns dos points de direita mais longos e tubulares do planeta - daí o apelido de "terra das direitas". Na melhor época de ondas - de novembro a março - as predominantes ondulações de norte-noroeste produzem ondas consistentes de 6 pés. Nos maiores "swells", alguns picos chegam aos 12 pés.
A área mais conhecida e visitada por surfistas - em grande maioria europeus - fica em torno da cidade de Taghazoute, poucos quilômetros de um dos maiores centros, a cidade de Agadir. Isso acontece pois sua península protege uma grande concentração de praias do incansável vento norte, que em geral estraga as ondas.
Nessa área estão os picos mais conhecidos - como Anchor Point, Killer's, Hash Point e Boiler's. Todos produzem direitas clássicas que quebram sobre fundo de pedras cobertas por ouriços - botinhas são aconselháveis. A água durante a temporada é fria, mas não insuportável - muito semelhante ao sul do Brasil no inverno. Ou seja, um "long john" de 3 mm é mais do que suficiente para não passar frio.
Existe um crescente número de surfistas marroquinos, mas felizmente eles ainda não foram infectados pelo vírus do localismo - os locais parecem genuinamente contentes em dividir os line-ups com "visitantes".
Todos os picos ao redor de Taghazoute são acessíveis de carro - as estradas são boas e bem sinalizadas. Não é proibido acampar - por isso é muito comum ver vans e Kombis estacionadas em frente aos melhores picos. Os surfistas europeus costumam carregar suas pranchas e equipamento de camping no carro, atravessar a Espanha até o Estreito de Gibraltar, cruzar até o Marrocos de balsa e continuar dirigindo até Taghazoute. Eles dormem dentro do carro de frente para as ondas - no melhor estilo "surfista hippie".
A melhor direita do país fica bem mais ao norte, em Safi. Descoberta há pouco mais de uma década, tornou-se o objeto de desejo dos mais intrépidos viajantes. Para se ter uma idéia, Tom Carroll descreveu Safi como "uma mistura de Jeffrey's Bay e Kirra". Apesar de não quebrar com a consistência dos picos de Taghazoute, Safi é uma das melhores ondas do mundo quando as condições estão ideais.
Mas se você procura uma verdadeira aventura, basta ir ao Sul do país - onde o deserto do Sahara encontra o mar. Nessa parte árida e isolada do Marrocos, o potencial para ondas "virgens" é inigualável - são centenas de quilômetros de costa intocada e inexplorada. Vale a pena ressaltar que existem conflitos armados na área e que uma trip para essa parte do país requer um carro 4x4 e muito planejamento - afinal, por esses lados só existe areia e mar, as poucas cidades ficam a centenas de quilômetros umas das outras.
Não deixe de reservar alguns dias para conhecer a mística cidade de Marrakesh - que com sua beleza, culinária e cultura únicas garantem uma visita inesquecível. Com custo baixo, cultura exótica e rica - e abundância de ondas com crowd reduzido - o Marrocos dificilmente irá decepcionar.
Melhor época: novembro a março
Temperatura da água: fria - necessário roupa de borracha longa de 3/2 mm
Ondulação predominante: norte-noroeste
Quiver: no mínimo três pranchas, de 6'1" a 7'0''.
Localismo: praticamente inexistente. O crowd no Marrocos é composto principalmente por surfistas europeus.
Idioma: francês e árabe
Cuidados: na água, cuidado com os fundos de pedra, que em muitos lugares são cobertos por ouriços. Em terra existem lendas de escorpiões e cobras peçonhentas por toda parte. Mas fique atento mesmo em não deixar algo de valor no carro - é comum ter seus pertences furtados durante o surf.
Dicas: respeite os costumes muçulmanos. Mulheres devem evitar roupas curtas ou biquínis nas áreas tradicionais dos grandes centros (Marrakesh, Casablanca, Agadir) ou em pequenos vilarejos. Durante o mês do Ramadan - período de jejum dos muçulmanos - é bastante reduzido o número de lojas abertas durante o dia.
A área mais conhecida e visitada por surfistas - em grande maioria europeus - fica em torno da cidade de Taghazoute, poucos quilômetros de um dos maiores centros, a cidade de Agadir. Isso acontece pois sua península protege uma grande concentração de praias do incansável vento norte, que em geral estraga as ondas.
Nessa área estão os picos mais conhecidos - como Anchor Point, Killer's, Hash Point e Boiler's. Todos produzem direitas clássicas que quebram sobre fundo de pedras cobertas por ouriços - botinhas são aconselháveis. A água durante a temporada é fria, mas não insuportável - muito semelhante ao sul do Brasil no inverno. Ou seja, um "long john" de 3 mm é mais do que suficiente para não passar frio.
Existe um crescente número de surfistas marroquinos, mas felizmente eles ainda não foram infectados pelo vírus do localismo - os locais parecem genuinamente contentes em dividir os line-ups com "visitantes".
Todos os picos ao redor de Taghazoute são acessíveis de carro - as estradas são boas e bem sinalizadas. Não é proibido acampar - por isso é muito comum ver vans e Kombis estacionadas em frente aos melhores picos. Os surfistas europeus costumam carregar suas pranchas e equipamento de camping no carro, atravessar a Espanha até o Estreito de Gibraltar, cruzar até o Marrocos de balsa e continuar dirigindo até Taghazoute. Eles dormem dentro do carro de frente para as ondas - no melhor estilo "surfista hippie".
A melhor direita do país fica bem mais ao norte, em Safi. Descoberta há pouco mais de uma década, tornou-se o objeto de desejo dos mais intrépidos viajantes. Para se ter uma idéia, Tom Carroll descreveu Safi como "uma mistura de Jeffrey's Bay e Kirra". Apesar de não quebrar com a consistência dos picos de Taghazoute, Safi é uma das melhores ondas do mundo quando as condições estão ideais.
Mas se você procura uma verdadeira aventura, basta ir ao Sul do país - onde o deserto do Sahara encontra o mar. Nessa parte árida e isolada do Marrocos, o potencial para ondas "virgens" é inigualável - são centenas de quilômetros de costa intocada e inexplorada. Vale a pena ressaltar que existem conflitos armados na área e que uma trip para essa parte do país requer um carro 4x4 e muito planejamento - afinal, por esses lados só existe areia e mar, as poucas cidades ficam a centenas de quilômetros umas das outras.
Não deixe de reservar alguns dias para conhecer a mística cidade de Marrakesh - que com sua beleza, culinária e cultura únicas garantem uma visita inesquecível. Com custo baixo, cultura exótica e rica - e abundância de ondas com crowd reduzido - o Marrocos dificilmente irá decepcionar.
Melhor época: novembro a março
Temperatura da água: fria - necessário roupa de borracha longa de 3/2 mm
Ondulação predominante: norte-noroeste
Quiver: no mínimo três pranchas, de 6'1" a 7'0''.
Localismo: praticamente inexistente. O crowd no Marrocos é composto principalmente por surfistas europeus.
Idioma: francês e árabe
Cuidados: na água, cuidado com os fundos de pedra, que em muitos lugares são cobertos por ouriços. Em terra existem lendas de escorpiões e cobras peçonhentas por toda parte. Mas fique atento mesmo em não deixar algo de valor no carro - é comum ter seus pertences furtados durante o surf.
Dicas: respeite os costumes muçulmanos. Mulheres devem evitar roupas curtas ou biquínis nas áreas tradicionais dos grandes centros (Marrakesh, Casablanca, Agadir) ou em pequenos vilarejos. Durante o mês do Ramadan - período de jejum dos muçulmanos - é bastante reduzido o número de lojas abertas durante o dia.



