A Black Dragon chinesa foi parar no Guiness Book como a maior pororoca já registrada, com 9 metros de altura.
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Muralha de água doce
No ano das Olimpíadas de Pequim, o especialista na pororoca brasileira Sergio Laus e a equipe Surfando na Selva planejam trip para desbravar e surfar a Black Dragon, temida onda de rio chinesa.
Por Redação Fluir
Depois de explorar todas as pororocas do Brasil nos últimos sete anos, com 30 temporadas na Amazônia, e coordenar a primeira equipe brasileira a desbravar a pororoca francesa de Mascaret, na confluência dos rios Dordogne e Garonne, em Bordeaux, no ano de 2004, o paranaense Sergio Laus vai aproveitar a realização das Olimpíadas de Pequim para levar adiante o audacioso projeto de surfar a pororoca chinesa, conhecida como Black Dragon ou Silver Dragon - fenômeno de maré com as mesmas características da pororoca brasileira, em meio a um cenário completamente diferente.
No Guiness Book, a Black Dragon está registrada como a maior onda de maré do mundo, tendo chegado a 9 metros de altura. O fenômeno é cultuado por milhares de pessoas na China, que se aglomeram nas margens do rio Quintang para observar a passagem da incrível força de água. Mas a onda proibida chinesa teve apenas duas visitas de surfistas até hoje: um grupo de ingleses pagou ao governo local para poder explorar a onda, mas o barco acabou naufragando; e outro grupo de franceses entrou ilegalmente na região e foi detido, sem concluir a empreitada.
Para tornar viável a aventura, Laus e a equipe Surfando na Selva tiveram audiência com o embaixador da China em Brasília para solicitar apoio. Nos últimos três anos, os contatos foram intensos na busca de uma autorização para a equipe entrar no rio Quintang e surfar a pororoca. O valor das negociações chegou a 100 mil dólares, mas no fim os chineses decidiram apostar no potencial turístico, esportivo e cultural do fenômeno. Neste domingo, a equipe de brasileiros embarcou a convite do governo da província de Hangzhou, próxima à conhecida cidade de Shangai, para conhecer o local e acertar os detalhes da expedição, prevista para rolar em setembro.
"Nesta primeira viagem faremos reuniões com as autoridades locais. O evento principal será em setembro e a idéia é realizar um desafio internacional. Com a nossa experiência, vamos mostrar para os chineses que a pororoca deles pode ser explorada por surfistas que tenham conhecimento no assunto", explica Laus. "É um projeto muito perigoso, todos os nossos passos estão sendo pensados em detalhes minuciosos. No ano do tsunami na Indonésia, as televisões da Europa usaram imagens da Black Dragon para ilustrar a onda que arrasou a Ásia", conclui o paranaense.
Entre os integrantes da equipe que vai explorar a Black Dragon em setembro, estão alguns dos melhores pilotos de pororoca do mundo, como o amapaense Márcio Pinheiro e o maranhense Glauco Vaz. O big rider paulista Jorge Pacelli também fará parte da equipe, graças à vasta experiência em pilotagem e resgate de jet-ski. A equipe Surfando na Selva ainda busca patrocínios para viabilizar o projeto, que por enquanto está sendo quase todo bancado pelo governo chinês, com apoio no Brasil do deputado federal de São Paulo William Woo.
Para saber mais sobre o projeto envie mensagem para apororoca@uol.com.br ou acesse o site Surfando na Selva.
No Guiness Book, a Black Dragon está registrada como a maior onda de maré do mundo, tendo chegado a 9 metros de altura. O fenômeno é cultuado por milhares de pessoas na China, que se aglomeram nas margens do rio Quintang para observar a passagem da incrível força de água. Mas a onda proibida chinesa teve apenas duas visitas de surfistas até hoje: um grupo de ingleses pagou ao governo local para poder explorar a onda, mas o barco acabou naufragando; e outro grupo de franceses entrou ilegalmente na região e foi detido, sem concluir a empreitada.
Para tornar viável a aventura, Laus e a equipe Surfando na Selva tiveram audiência com o embaixador da China em Brasília para solicitar apoio. Nos últimos três anos, os contatos foram intensos na busca de uma autorização para a equipe entrar no rio Quintang e surfar a pororoca. O valor das negociações chegou a 100 mil dólares, mas no fim os chineses decidiram apostar no potencial turístico, esportivo e cultural do fenômeno. Neste domingo, a equipe de brasileiros embarcou a convite do governo da província de Hangzhou, próxima à conhecida cidade de Shangai, para conhecer o local e acertar os detalhes da expedição, prevista para rolar em setembro.
"Nesta primeira viagem faremos reuniões com as autoridades locais. O evento principal será em setembro e a idéia é realizar um desafio internacional. Com a nossa experiência, vamos mostrar para os chineses que a pororoca deles pode ser explorada por surfistas que tenham conhecimento no assunto", explica Laus. "É um projeto muito perigoso, todos os nossos passos estão sendo pensados em detalhes minuciosos. No ano do tsunami na Indonésia, as televisões da Europa usaram imagens da Black Dragon para ilustrar a onda que arrasou a Ásia", conclui o paranaense.
Entre os integrantes da equipe que vai explorar a Black Dragon em setembro, estão alguns dos melhores pilotos de pororoca do mundo, como o amapaense Márcio Pinheiro e o maranhense Glauco Vaz. O big rider paulista Jorge Pacelli também fará parte da equipe, graças à vasta experiência em pilotagem e resgate de jet-ski. A equipe Surfando na Selva ainda busca patrocínios para viabilizar o projeto, que por enquanto está sendo quase todo bancado pelo governo chinês, com apoio no Brasil do deputado federal de São Paulo William Woo.
Para saber mais sobre o projeto envie mensagem para apororoca@uol.com.br ou acesse o site Surfando na Selva.



