No último sábado, em São Paulo, cerca de 400 pessoas participaram da nova campanha do Greenpeace em prol da preservação dos oceanos e das espécies marinhas.
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Nova campanha do Greenpeace Brasil apresenta panorama dos mares brasileiros e convoca sociedade a ajudar na preservação dos oceanos.
Por Redação Fluir
No último sábado, cerca de 400 pessoas foram ao Parque Villa-Lobos, em São Paulo, para formar uma grande onda em defesa dos mares do planeta. O encontro marcou o início da campanha de oceanos do Greenpeace Brasil, que começa nesta terça-feira 19. Deitados no chão, ativistas e voluntários escreveram a palavra socorro, para lembrar a situação precária dos oceanos no mundo. Também marcaram presença representantes do grupo União de Escoteiros do Brasil (grupos Quarupe, Tocantins, Araguaçu, Blia, Paineiras, Raposo, Jacareí e outros), SOS Mata Atlântica, EcoSurf e Surfrider Foundation, além de pessoas que passeava pelo parque. Voluntários do Greenpeace fantasiados de animais marinhos interagiram com as crianças, que se divertiram com Regina, uma baleia inflável de 15 metros.
Veja vídeo do encontro no parque Villa-Lobos
"Ficamos felizes de ver tantas pessoas mobilizadas pelos oceanos. Só com o engajamento de todos os setores da sociedade poderemos mudar a situação de degradação de nossos mares", afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace. "Os oceanos são fundamentais para nossa sobrevivência. Se eles ficam doentes, todo o planeta adoece". O novo relatório do Greenpeace Brasil, "À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros", lançado nesta terça-feira em São Paulo, mostra que o Brasil tem apenas 0,4% de áreas marinhas protegidas e cerca de 80% de seu estoque pesqueiro está ameaçado. O estudo foi elaborado a partir de entrevistas com 46 especialistas da área e aponta os principais desafios e soluções para a conservação dos oceanos.
São quatro os temas prioritários identificados pelo relatório: Áreas Marinhas Protegidas, Estoques Pesqueiros, Impacto das Mudanças Climáticas e Política Nacional de Oceanos. "O bioma marinho nunca foi prioridade para o governo brasileiro. O descaso não está relacionado à falta de órgãos gestores, mas sim à falta de coordenação entre eles", continua Leandra Gonçalves. "Hoje mesmo as pessoas têm dificuldade para localizar o órgão onde devem pedir as devidas licenças ambientais. Há uma sobreposição de poderes". Além do relatório, o documentário "O Mar É Nosso?", realizado em parceria com a Canal Azul, faz uma viagem pelos mares brasileiros, apontando os problemas causados pelo homem. A narrativa, conduzida por um pescador fictício interpretado por Guilherme Santana, também aponta soluções e convida para um engajamento pela conservação marinha.
Uma das principais ferramentas de sensibilização da população na luta em defesa dos oceanos é o túnel sensorial que percorrerá todo o país a partir desta semana. A instalação criada pela Futuratech conta com quatro espaços cenográficos e um cine/iglu, onde os visitantes serão estimulados pela visão, audição e olfato a se engajarem na causa. São Paulo será a primeira cidade a receber o túnel. Neste fim de semana (23 e 24 de agosto), a instalação ficará aberta à visitação no Parque Villa-Lobos. O estado de São Paulo saiu na frente na proteção dos mares. Segundo informa o site do Greenpeace, em abril de 2008, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado anunciou a criação de três áreas de proteção marinhas: Litoral Centro, Litoral Norte e Litoral Sul. As áreas compreendem todo o litoral paulista, exceto os trechos de mar dos portos de Santos e de São Sebastião. A idéia é criar um mosaico de unidades de conservação marinha na região, estabelecendo as modalidades possíveis de exploração em cada trecho.
Outro dado preocupante veio à tona em um estudo feito pelo instituto de pesquisa Ipsos, a pedido do Greenpeace. Segundo ele, a população brasileira não considera a degradação dos oceanos um problema relevante para o futuro. A pesquisa foi feita com mil pessoas, de sete capitais brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo). Entre uma série de temas apresentados, as pessoas foram questionadas sobre quais eram considerados os mais preocupantes para o futuro do país e do mundo. No caso brasileiro, os mais apontados foram desemprego, saúde pública e pobreza. Em relação a todo o planeta, destacaram-se seca e falta de água, fome, pobreza, Aids e aquecimento global. A degradação dos oceanos foi considerada preocupante para o futuro mundial por apenas 30% das pessoas. Entre os brasileiros, o percentual foi ainda menor: 17%. Em ambos os casos, o tema ficou em 17º lugar na ordem das prioridades.
Veja vídeo do encontro no parque Villa-Lobos
"Ficamos felizes de ver tantas pessoas mobilizadas pelos oceanos. Só com o engajamento de todos os setores da sociedade poderemos mudar a situação de degradação de nossos mares", afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace. "Os oceanos são fundamentais para nossa sobrevivência. Se eles ficam doentes, todo o planeta adoece". O novo relatório do Greenpeace Brasil, "À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros", lançado nesta terça-feira em São Paulo, mostra que o Brasil tem apenas 0,4% de áreas marinhas protegidas e cerca de 80% de seu estoque pesqueiro está ameaçado. O estudo foi elaborado a partir de entrevistas com 46 especialistas da área e aponta os principais desafios e soluções para a conservação dos oceanos.
São quatro os temas prioritários identificados pelo relatório: Áreas Marinhas Protegidas, Estoques Pesqueiros, Impacto das Mudanças Climáticas e Política Nacional de Oceanos. "O bioma marinho nunca foi prioridade para o governo brasileiro. O descaso não está relacionado à falta de órgãos gestores, mas sim à falta de coordenação entre eles", continua Leandra Gonçalves. "Hoje mesmo as pessoas têm dificuldade para localizar o órgão onde devem pedir as devidas licenças ambientais. Há uma sobreposição de poderes". Além do relatório, o documentário "O Mar É Nosso?", realizado em parceria com a Canal Azul, faz uma viagem pelos mares brasileiros, apontando os problemas causados pelo homem. A narrativa, conduzida por um pescador fictício interpretado por Guilherme Santana, também aponta soluções e convida para um engajamento pela conservação marinha.
Uma das principais ferramentas de sensibilização da população na luta em defesa dos oceanos é o túnel sensorial que percorrerá todo o país a partir desta semana. A instalação criada pela Futuratech conta com quatro espaços cenográficos e um cine/iglu, onde os visitantes serão estimulados pela visão, audição e olfato a se engajarem na causa. São Paulo será a primeira cidade a receber o túnel. Neste fim de semana (23 e 24 de agosto), a instalação ficará aberta à visitação no Parque Villa-Lobos. O estado de São Paulo saiu na frente na proteção dos mares. Segundo informa o site do Greenpeace, em abril de 2008, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado anunciou a criação de três áreas de proteção marinhas: Litoral Centro, Litoral Norte e Litoral Sul. As áreas compreendem todo o litoral paulista, exceto os trechos de mar dos portos de Santos e de São Sebastião. A idéia é criar um mosaico de unidades de conservação marinha na região, estabelecendo as modalidades possíveis de exploração em cada trecho.
Outro dado preocupante veio à tona em um estudo feito pelo instituto de pesquisa Ipsos, a pedido do Greenpeace. Segundo ele, a população brasileira não considera a degradação dos oceanos um problema relevante para o futuro. A pesquisa foi feita com mil pessoas, de sete capitais brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo). Entre uma série de temas apresentados, as pessoas foram questionadas sobre quais eram considerados os mais preocupantes para o futuro do país e do mundo. No caso brasileiro, os mais apontados foram desemprego, saúde pública e pobreza. Em relação a todo o planeta, destacaram-se seca e falta de água, fome, pobreza, Aids e aquecimento global. A degradação dos oceanos foi considerada preocupante para o futuro mundial por apenas 30% das pessoas. Entre os brasileiros, o percentual foi ainda menor: 17%. Em ambos os casos, o tema ficou em 17º lugar na ordem das prioridades.
Para obter mais informações, acesse o site Greenpeace Brasil.



