O CAMINHO DAS PEDRAS
Para qualquer pessoa, perder uma perna seria uma tragédia difícil de ser aceita e, principalmente, superada. Para um jovem e fissurado surfista, poderia ser o fim de uma vida dedicada ao esporte. Por isso, a história de Alcino José da Silva Neto, mais conhecido como “Pirata”, hoje com 39 anos, traz uma mensagem que serve de lição para todos os que enfrentam problemas, maiores ou menores, em algum momento da vida: “O impossível está na mente dos acomodados” é o lema desse carismático e extrovertido guarujaense, que aos 15 anos de idade ganhou do destino um limão azedo e conseguiu transformá-lo numa doce limonada.
Por Ricardo Macario - rmacario@edpeixes.com.br
A caminho do encontro marcado com Pirata para produzir esta matéria, sozinho no meu carro no trajeto entre a capital paulista e o Guarujá, me propus a fazer um exercício mental e imaginar como seria minha vida sem uma das pernas. Queria tentar entender o que se passa na cabeça de um surfista amputado. Confesso que senti arrepios e rapidamente percebi que tal situação é difícil até de ser imaginada, e me questionei se teria forças suficientes para seguir com meus sonhos e minha rotina, que têm o surf como foco principal. Naquele momento tive uma boa noção do que representavam a garra, a perseverança e o otimismo que muitos atribuem à personalidade de Pirata, embora ainda não o conhecesse pessoalmente.
No meio do surf, Pirata é uma figura conhecida, principalmente graças às imagens dele em ondas como Pipeline e Padang Padang com apenas uma perna, publicadas esporadicamente nos veículos especializados ao longo dos anos. Mas qual seria sua história? E o que passava pela cabeça daquele surfista que desafiou tudo e todos para alcançar aquele nível de surf e independência? Ao chegar à praia das Pitangueiras, onde funcionam a escolinha de surf e o museu do Pirata, comecei a encontrar respostas para essas questões.
No meio do surf, Pirata é uma figura conhecida, principalmente graças às imagens dele em ondas como Pipeline e Padang Padang com apenas uma perna, publicadas esporadicamente nos veículos especializados ao longo dos anos. Mas qual seria sua história? E o que passava pela cabeça daquele surfista que desafiou tudo e todos para alcançar aquele nível de surf e independência? Ao chegar à praia das Pitangueiras, onde funcionam a escolinha de surf e o museu do Pirata, comecei a encontrar respostas para essas questões.
(Confira a íntegra da matéria na edição de setembro da FLUIR, já nas bancas).



