Edição 270 > Viagem
Espírito Santo 100% nacional
Parece pico gringo. Mas não é! Nesta edição especial de viagens não poderíamos deixar de trazer um destino nacional, e o fizemos com orgulho! Recheado de fundos de pedras e com custo acessível, o litoral do Espírito Santo possui ondas com perfeição internacional
Por Kiko Carvalho
Quando você pensou em fazer sua última trip, muito provavelmente o Espírito Santo não estava em sua lista de possíveis destinos. Mas deveria. Com 436 quilômetros banhados pelo mar e diversos fundos de pedra espalhados por sua costa, o Estado tem altas ondas e por incrível que pareça, ainda não entrou para valer na rota dos surfistas brasileiros. Crowd moderado, surf de bermuda e tubos e mais tubos fazem a alegria da galera que freqüenta a região.
No litoral capixaba quebram ondas durante todo o ano, mas a melhor época para uma investida é durante o inverno, estação em que as lajes funcionam com maior freqüência. Isso porque elas dependem de ondulações que entram de sul. Ou seja, para que as ondas quebrem, o swell que bate lá no Rio Grande do Sul tem de entrar com bastante força e ir subindo a costa, passar por São Paulo e Rio de Janeiro, sem mudar de direção, até chegar ao Estado. Quando isso rola, o show de tubos é certo. É o que garante o surfista local Diogo Leão, que atualmente disputa o Brasil Tour. "Já surfei desde a pororoca, lá no Maranhão, até as ondas geladas do Rio Grande do Sul e posso afirmar tranqüilamente: o Espírito Santo tem algumas das melhores ondas do Brasil. As lajes proporcionam tubos internacionais", diz.
Existe localismo, mas ainda de maneira amena. Dificilmente alguém o mandará sair da água ou coisa do tipo, a menos que você seja sem noção e desrespeite a galera local. Geralmente a paz impera no outside e todos podem desfrutar dos vários tipos de onda, desde beachbreaks até os fundos de pedras mais desafiadores. A onda mais freqüentada do Estado é a do Ulé, na divisa de Vila Velha e Guarapari. Nesse pico o crowd chega a ficar insuportável. Mas essa é uma exceção.
Nos três primeiros dias de ondulação, que chega junto com o vento sul, a melhor opção é seguir para os picos localizados ao sul do Estado. Onde estão algumas lajes como Coral de Tartaruga, Falésia, Coral do Aras, entre outras - que funcionam na maré seca e enchendo -, todas com tubos alucinantes. Na praia do Morro, em Guarapari, existe um pointbreak que rola na maré cheia, bom para quem está aprendendo a surfar e bem divertido para que já tem o surf no pé.
Ainda no sul, estão as praias de Setiba Pina, Setiba e a Barra do Jucu, já na região de Vila Velha. Subindo um pouco mais, não deixe de checar à região de Manguinhos, onde estão duas ondas muito perfeitas: Pinheirinho e Coral do Cação.
Após o terceiro dia de swell, quando o vento começar a virar, é a hora de seguir para o norte do Estado. Os picos de Barra do Sahy e Regência são os mais famosos, mas há vários outros. Regência, que fica lá na ponta norte do Estado é a grande jóia do litoral capixaba. E é onde o rio Doce encontra o mar, que existe uma verdadeira máquina de tubos. A praia de Regência não é indicada para surfistas inexperientes, pois possui grande variação de maré e correnteza.
O Espírito Santo não recebe ondulações com grande freqüência, mas naqueles três dias em que o swell de sul atinge a costa, as ondas ficam perfeitas, como em poucos lugares do Brasil.
Partindo da capital, Vitória, em cerca de 50 minutos de carro, você pode surfar os picos da região sul. Se for para o norte, no máximo em duas horas chega e você estará em Regência. Um grande atrativo do litoral capixaba é que vários picos quebram uns próximos aos outros. Existem boas opções de pousadas, com café-da-manhã, por cerca de 30 reais. Procure se informar com os nativos, já que eles conhecem bem o mapa da mina e é com quem você irá de barco surfar aquela laje mais secreta e sem ninguém.
No litoral capixaba quebram ondas durante todo o ano, mas a melhor época para uma investida é durante o inverno, estação em que as lajes funcionam com maior freqüência. Isso porque elas dependem de ondulações que entram de sul. Ou seja, para que as ondas quebrem, o swell que bate lá no Rio Grande do Sul tem de entrar com bastante força e ir subindo a costa, passar por São Paulo e Rio de Janeiro, sem mudar de direção, até chegar ao Estado. Quando isso rola, o show de tubos é certo. É o que garante o surfista local Diogo Leão, que atualmente disputa o Brasil Tour. "Já surfei desde a pororoca, lá no Maranhão, até as ondas geladas do Rio Grande do Sul e posso afirmar tranqüilamente: o Espírito Santo tem algumas das melhores ondas do Brasil. As lajes proporcionam tubos internacionais", diz.
Existe localismo, mas ainda de maneira amena. Dificilmente alguém o mandará sair da água ou coisa do tipo, a menos que você seja sem noção e desrespeite a galera local. Geralmente a paz impera no outside e todos podem desfrutar dos vários tipos de onda, desde beachbreaks até os fundos de pedras mais desafiadores. A onda mais freqüentada do Estado é a do Ulé, na divisa de Vila Velha e Guarapari. Nesse pico o crowd chega a ficar insuportável. Mas essa é uma exceção.
Nos três primeiros dias de ondulação, que chega junto com o vento sul, a melhor opção é seguir para os picos localizados ao sul do Estado. Onde estão algumas lajes como Coral de Tartaruga, Falésia, Coral do Aras, entre outras - que funcionam na maré seca e enchendo -, todas com tubos alucinantes. Na praia do Morro, em Guarapari, existe um pointbreak que rola na maré cheia, bom para quem está aprendendo a surfar e bem divertido para que já tem o surf no pé.
Ainda no sul, estão as praias de Setiba Pina, Setiba e a Barra do Jucu, já na região de Vila Velha. Subindo um pouco mais, não deixe de checar à região de Manguinhos, onde estão duas ondas muito perfeitas: Pinheirinho e Coral do Cação.
Após o terceiro dia de swell, quando o vento começar a virar, é a hora de seguir para o norte do Estado. Os picos de Barra do Sahy e Regência são os mais famosos, mas há vários outros. Regência, que fica lá na ponta norte do Estado é a grande jóia do litoral capixaba. E é onde o rio Doce encontra o mar, que existe uma verdadeira máquina de tubos. A praia de Regência não é indicada para surfistas inexperientes, pois possui grande variação de maré e correnteza.
O Espírito Santo não recebe ondulações com grande freqüência, mas naqueles três dias em que o swell de sul atinge a costa, as ondas ficam perfeitas, como em poucos lugares do Brasil.
Partindo da capital, Vitória, em cerca de 50 minutos de carro, você pode surfar os picos da região sul. Se for para o norte, no máximo em duas horas chega e você estará em Regência. Um grande atrativo do litoral capixaba é que vários picos quebram uns próximos aos outros. Existem boas opções de pousadas, com café-da-manhã, por cerca de 30 reais. Procure se informar com os nativos, já que eles conhecem bem o mapa da mina e é com quem você irá de barco surfar aquela laje mais secreta e sem ninguém.



